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31 de jan de 2015

O que você acha do Facebook?

Fiquei pensando nas vantagens e desvantagens da Rede Social.

O que acho vantagens:
  1. Carros roubados são encontrados por causa do compartilhamento entre amigos.
  2. Pessoas desaparecidas também são encontradas.
  3. Você pode mandar um recado rápido para um amigo(a)
  4. Dá para ter uma página e mandar os links do blog. E saber quantos dos seus amigos por lá apoiam o teu blog.
  5. Aquele dia em que você se sente sozinho (a) e fala sobre isso por lá e, as pessoas digitam algumas palavras de carinho.
  6. Tem muita informação legal e páginas legais nos levando a textos ou imagens que gostamos de ler.
  7. Existem pessoas extremamente sensíveis que são ali o que são no cotidiano.
O que acho desvantagens:
  1. Pessoas julgam em segundos coisas que nem sabem se são verdades.
  2. Nem todos os que estão no teu perfil, gostam de você. Então, sempre vai ter gente na espreita, esperando a hora e o dia em que você "se rale".
  3. Se a amizade não sair do Facebook acaba esfriando, pois não dá para estar alimentando amizade apenas pela Rede Social.
  4. Tem muita, mas muita gente que tenta transparecer uma vida maravilhosa quando, na verdade, está passando por muito sofrimento.
  5. Tudo o que você disser tem de estar politicamente correto. Se não estiver, você será crucificado (a)
  6. Amizades e relacionamentos acabam por causa de coisas que se diz no facebook.
  7. Navegando profundamente na rede social você percebe o quão sinistra ela é. Enquanto de um lado tem muita coisa boa, de outro, você pode ver coisas que fazem a gente perder a fé na humanidade.
E para provar que o Facebook é sinistro mesmo, podemos ver a pergunta que nos fazem: "No que você está pensando?". Alguém sairia pela rua dizendo sobre o que está pensando? 

E você? O que acha do facebook?

Trago comigo a certeza de que não se pode confiar em ninguém.

"Trago comigo a certeza de que não se pode confiar em ninguém. 
Preferia acreditar que não, mas é verdade. 
E trago comigo também a certeza que não importa o que você diga, suas palavras sempre serão distorcidas e as pessoas só irão acreditar naquilo que elas quiserem. 
E o pior: algumas ainda irão lhe tratar como se nada tivesse acontecido." 
Christian V. Louis

Fiquei lembrando do Christian. Um menino que apareceu blogando e desapareceu. Dizia muitas coisas que faziam a gente pensar profundamente.

28 de jan de 2015

Finalmente conseguimos acampar nas férias

Finalmente conseguimos acampar nas férias. João queria que a gente fosse para o mesmo lugar dos anos anteriores. Eu não quis. Disse que se fosse para o mesmo lugar preferia ficar em casa.

Dessa vez fomos para as margens do arroio Grande. Arroio que dá nome ao município onde moro. Fica distante uns treze quilômetros da cidade. É um local isolado. Fica dentro de uma propriedade particular.

Minha mãe que ( enquanto eu estava neste acampamento ) estava na Praia do Cassino, chegou me dizendo que a praia estava maravilhosa. Eu não entendi como um lugar que está cheio de gente pode ser maravilhoso. Gostos são gostos e o que é bom para um pode não ser bom para outros.

23 de jan de 2015

Eu não sabia que tinha transtorno obsessivo compulsivo, até o dia que me apresentaram os blogs, emails e perfis nas redes sociais.

Quando lia sobre TOC, era uma coisa que sempre acontecia com os outros. Pensava que estava livre disso. Afinal, eu não fazia nada no cotidiano que caracteriza-se transtorno obsessivo compulsivo. 

Assim que descobri a Internet, fiz email, criei blog e perfil nas redes sociais; seguiu-se uma loucura da qual eu não tinha mais controle. 

Praticamente, de dois em dois meses, desmanchava meus perfis nas redes sociais para criar outro. Criei e excluí diversos blogs. 

O Diário é meu primeiro blog, mas ele também não escapou desse meu transtorno. Se eu não tivesse excluído diversos posts desse blog, o diarinho estaria com quase mil postagens. Criar uma coisa nova para me expressar me dava uma satisfação momentânea, depois vinha uma enorme frustração. 

Eu não compreendia porque fazia aquilo. E também não sabia explicar.
É que eu queria que tudo o que eu dissesse na Internet fosse perfeito. Que nada estivesse fora do lugar. Como a cápsula verde que, ao invés de estar com as outras cápsulas da mesma cor, está junto com as cápsulas de cor laranja.

Eu não podia dizer nada que me arrependesse de ter dito. Como punição para mim mesma eu simplesmente me apagava da Internet. Era como um suicídio virtual. Depois de morta no mundo virtual eu resolvia voltar, assim, do nada, como se nunca tivesse morrido. Para mim era como voltar em um novo corpo, para dizer as mesmas coisas. Uma loucura.

Pior era quando convidava as pessoas para me acompanhar nas redes sociais. Elas estavam cansadas de tanto transtorno meu e não me aceitavam. Eu sofria com isso. Sofria também por não conseguir ficar estável. Sofria por ficar envergonhada de fazer todas aquelas trocas de perfil.

O ruim de ter este transtorno assim como o meu é que todo mundo fica sabendo que a gente tem isso, pois envolve todas as pessoas. Nestas férias criei Isa Caett. Todo mundo sabe que Isa Caett sou eu. E eu decidi que nada que eu disser como Isa Caett será apagado.

Estou vencendo até a timidez de dizer coisas que sempre quis dizer, pois quem está dizendo não sou eu, é ela. Tem funcionado também o fato de que quando eu me incomodo com algo e estou na Internet, desligo. Se estou incomodada nem ligo a Internet.

21 de jan de 2015

Quando eu estufei o peito ela me perguntou porque eu ainda não tinha feito a cirurgia de reconstrução.

Tinha uma ginecologista que eu ia até 1998. Não lembro por que tinha parado de ir lá. Sei que tinha resolvido consultar com outras. Ontem, fiquei com vontade de voltar lá. Fazer com ela os exames de rotina. Os tais exames para saber como andam “as partes baixas”. 

Ela se surpreendeu quando disse que tive, Ca de mama em 2011. Notei que ficou surpreendida com minha nova maneira de ser. Em 1998, quando lá estive eu estava começando uma crise intensa de depressão. 

Quis que eu tirasse toda a roupa. Queria ver também a cicatriz da mastectomia. 

Quando eu estufei o peito ela me perguntou porque eu ainda não tinha feito a cirurgia de reconstrução. Foi quando disse para ela que a falta de uma mama não me fazia menos mulher. Que o uso de uma prótese interna jamais substituiria a mama que eu havia perdido. Que mamas servem apenas como valor estético. 

E parei de falar enquanto ela me examinava. Fiquei pensando que aquela cicatriz era um marco para mim. Como um soldado no campo de batalha adquire uma cicatriz que simboliza a batalha que venceu, eu tinha uma cicatriz para lembrar que o que importa mesmo é sempre o espírito de alguém e nunca o formato do corpo desse alguém. 

No final da consulta eu disse para a doutora que, nestes quatro anos depois da cicatriz, eu vivi o que não tinha vivido em quarenta e cinco anos antes dela. Que finalmente tinha conseguido vencer a depressão que tinha dado origem ao Ca de mama.

O leitor deve estar se perguntando porque estou escrevendo isso. Escrevo isso mais para situar os que gostam de ler o que escrevo. Para mostrar que esta é a marca divisória das mulheres: a que eu era e a mulher que me transformei.

E tem gente que diz: "como a Belinha se acha!"

Mas, gente! Como eu não vou me achar se passei mais de quarenta anos me perdendo e me sentindo inferior a todo mundo? Não é que eu me ache. Só estou me amando mais. Tendo um relacionamento sério comigo mesma. Isso não é bom? 


19 de jan de 2015

Tomara que seja um bom governo, mas já começou meio confuso.



Aqui no RS a gente não elege um governador, “deselege” o que está. 

Eu tinha votado no Tarso. Votei porque o Governo dele não foi ruim nem para o magistério, nem para as Escolas. Apesar de ele ter prometido pagar o piso e depois ter dito que era impossível pagar, acompanhando vi que estava fazendo um bom governo. 

Não torço contra o Sartori, até mesmo porque não tenho partido e se Sartori for bom para o RS, ganhamos todos os que moramos aqui. 

O que não compreendo é como puderam (deputados e governador) aceitar o aumento de seus próprios salários enquanto o salário do funcionalismo vai ser congelado. 

Daí eu fico me perguntando se o novo governador vai congelar, também, o meu aumento de salário. Aumento que deveria ocorrer por conta da promoção que foi concedida por Tarso nos últimos dias de seu governo.

Tomara que seja um bom governo, mas já começou meio confuso. Como vão aumentar seus salários se os nossos salários serão congelados? Será que eles não têm vergonha de fazer isso?

17 de jan de 2015

Eu era candidata à submissão e fui submissa por muito tempo.


Por isso eu agradeço o marido que tenho. Se ele não fosse como é, gentil e cavalheiro, eu teria sido uma mulher submissa, até hoje.
Eu era candidata à submissão e fui submissa por muito tempo. Era muito dependente das opiniões de meu marido. Ele não podia me dizer nada de forma mais áspera que eu já desmontava.
Eu agradeço porque ele nunca foi agressivo e jamais gritou comigo. 
Se ele fosse agressivo, eu estaria ralada, pois como era uma mulher insegura e submissa, não ia conseguir sair da submissão nunca.
Depois de uns quinze anos de casamento parei de ficar nesta dependência das opiniões de meu marido e me tornei o que sou hoje. Totalmente segura de mim.