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13.6.11

Meu Namorado

Quando falam em primeiro namorado penso sempre em meu marido. Foi com ele que experimentei a sensação de namoro de verdade. Com ele fui descobrir o que é amar. Antes pensava que amar se resumia em alguma atração que se sentia por alguém. Nunca me apaixonava, apenas gostava ou sentia atração por um rapaz e outro. Achava que amor era isso

Teve um momento na vida em que decidi pensar que nenhum homem prestava... Isso foi dos 21 aos 27 anos. Neste período havia decidido ficar sozinha, não deixaria que nenhum homem me tocasse. Homem era tudo igual naquele instante e na minha cabeça. Estava “de cara” com um rapaz de quem fui namorada por uns quatro anos e quando engravidei dele, não quis ficar comigo. Ora, naquela época, não casar era falta de consideração. E me sentia ofendida. 
A solução que encontrei para esquecer (não gosto de chorar por leite derramado) foi colocar todos os homens no mesmo saco e decidir que todos não prestavam.

(Hoje, aos quarenta e cinco anos vejo que fui infantil. Que foi melhor assim. Se o rapaz tivesse decidido ficar comigo seria uma inferno nossa relação. O mesmo inferno que foi o namoro de quatro anos. E eu seria mais uma das mulheres descontentes com o casamento. Sem amar e sem ser amada. Isso ainda se durasse.) 

Mesmo assim eu havia decidido que nenhum homem prestava. (era minha armadura para não querer envolvimento algum) Queria ficar sozinha, mãe solteira, sem ninguém, estava me sentindo bem naquela situação  e convencida de que na vida não existiam homens gentis. 
Não conhecia o amor. Jamais tinha sentido isso. 
Ficaria como minha mãe viúva e minhas tias solteiras. Homem para namorar nunca mais. Achava que elas estavam certas. 

Eis que aos 27 anos vi-me enamorada de um rapaz. Rapaz tímido, poucas palavras, gentil com as mulheres, mas introspectivo. 
Não foi ele quem me pediu em namoro. Fui eu quem foi perguntar. Ele me olhava e não dizia nada e como sou ansiosa tive que perguntar. Perguntei. Ele, surpreso, respondeu que a gente podia tentar.

Imediatamente enxerguei tudo cor de rosa. 

Quando contei a meus parentes que íamos casar... (O namoro foi rápido. Dois meses.) ficaram perplexos.

Mas eu não queria perder tempo e perder a oportunidade de morar sozinha com aquele homem que para mim é o melhor amigo, o mais gentil dos homens e um eterno cavalheiro. Disse a ele que nós não precisávamos casar no papel... Que eu tinha uma filha... Ele exigiu que o casamento fosse registrado. 

Daí para encontrar casa, comprar móveis e casar foram dois meses de deliciosa correria. Eu corria mais do que ele. 

Hoje temos 19 anos de casados e embora eu não saiba escrever palavras românticas (só consigo sentir o romantismo) posso dizer que o sinto como meu primeiro namorado. Meu nível de cumplicidade com ele é enorme. A ponto de sentir-me segura de nossa relação e imaginá-la para sempre como em um conto de fadas. 

O marido para mim é o meu eterno namorado.

Não existe para mim, lembranças de primeiro namorado e sim lembrança viva de primeiro amor, pois somente com ele fui saber o que é amar e ser amada. E essas coisas como não sou poeta não consigo escrever. Adoro quando ele diz que lê o amor em meus olhos...é exatamente quando leio o amor nos olhos dele. 

E nada disso se escreve...

18 pessoas aqui:

✿ chica disse...

Linda história em que o AMOR acabou se mostrando mais forte.Que bom!beijos,chica

Dama de Cinzas disse...

E que continue assim...

Beijocas

Emíliana disse...

O Amor é muito mais do que a própria palavra diz.O amor é acima de tudo entrega.
Vc é uma guria de sorte,e muito amada,tb,pelos amigos.
Boa semana,bjka

Fernanda Iasi disse...

Que lindo Iza... Parabéns! Bjo!

Elaine Gaspareto disse...

Iza, que lindo!
"Imediatamente enxerguei tudo cor de rosa"
Ah, o amor, ele faz isso, né?
19 anos é uma vida. Em tempos de relações descartáveis e extremamente fluidas eu acho uma coisa linda ver casais que vencem as provações juntos.
Como disse a Cris: que continue assim!
Beijosssss

PS: gostei de ver cocê superar a sua reserva natural e falar assim de seu amor. Seu etrno namorado merece, né?

Carla disse...

Que bacana, parabéns e felicidades a vocês. Adoro conhecer histórias verdadeiras, daquelas que parecem novelas mas são bem reais!
Fazem a gente acreditar que sim, é possível!
Bj!

Bluma S. disse...

Adorei, Iza! E por certo, também me vi em algumas partes da história.
No mais, o essencial não é poetizar. Como diz Dorival Caimy: "...Porque de amor para entender, é preciso amar."

É o que importa, enfim!

Beijos, minha querida!

A verdade nua e crua disse...

eu tinha o sonho de gostar de alguém amar e dps casar..
mas agora, depois de tudo que vivi, eu sei, tenho plena consciencia, de que eu jamais teria uma relação saudavel sem essas pontes... conversei com minha amiga e ela disse que se eu encaro pontes como brigas traição divergencia de time e religião... ela disse que eu poderia enfrentar isso com a msm pessoa ...
eu pensei comigo sem querer desaponta*-la mas eu jamais sobreviveria num relacionamento onde eu vá ter as mesmas brigas do passada traição etc

b disse...

Sob essa prosa tão espontânea, quero te dizer que não só poetas fazem poesia - e que sim, pelo que li, pode considerar seu marido o primeiro namorado de verdade.
Saudações ao casal.

Luma Rosa disse...

Wow!! Que linda história de amor!! O dito popular diz que Deus escreve certo por linhas tortas e eu digo o verdadeiro amor não é o primeiro e sim o último!! Beijus,

Alexandre Mauj Imamura (lostinjapan.tk) disse...

(Iza, desculpe a invasão ao seu blog, mas já faz um tempo que venho aqui, acompanho as postagens e acho seu texto bárbaro)

que bonito relato de amor, seu marido é seu primeiro amor, o verdadeiro. E que o amor siga sempre bom, sempre presente em sua vida.

bom dia

Cristina disse...

Que linda história Iza. Adorei.
Que Deus os mantenham assim por muitos e muitos anos.
Confesso que minha tarde ficou cor de rosa. Com essas histórias acredito mais firmemente que um dia vou encontrar meu amor.
Beijocas

por Hope* disse...

Ai ai.....
#suspiros!
;P
Bjs!

Paulo Coelho disse...

Fico feliz por você, ou melhor, por vocês. Relações como essa são cada vez mais raras. Que seja eterna!

Abraços do Paulo Coelho.

Marilda disse...

Que lindo Izabel!!!! Adorei te ver falando assim!!! Eu paquerei, namorei, noivei e casei em dez meses. Sou casada há dezesseis anos e tenho certeza de que ele é o meu príncipe. Agora, me responde: de que adianta namorar dez anos a mesma criatura e não ter coragem de juntar os trapos? Será que a falta de coragem não mostra que no fundo não é a pessoa certa?! Costumo dizer que com o meu maridão, levei uma paulada! Ele entrou na minha vida e tudo mudou, eu não precisava de mais ninguém, eu tive coragem pra tudo. Amor de verdade, aparece no primeiro olhar e se não foi correspondido é pq não era a pessoa certa... é o que eu acho... bjão Iza, saudade de ti! Qdo vamos na Angélica?

Roderick Verden disse...

Iza, este foi um dos posts mais bonitos q já li. Cheguei até a ficar com inveja, no bom sentido da palavra. Há anos q eu não acreditava no amor; não estava nem aí, não me importava com isso, no entanto, depois de um longo hiato, voltei a me apaixonar, há três anos atrás. Infelizmente, nossa relação é muito conturbada, mas tenho lutado, como nunca lutei na vida, para reverter a situação.

Dezenove anos de casados, isso é raro. Meu irmão está há 22 anos com a mesma mulher e tem dois filhos, uma de 21 anos e um rapaz de 19.

Gostei muito do modo apaixonado q vc se refere a seu marido.

Que o amor continue, que impere sobre vocês!

E dois meses da namora apenas! rs. Incrível!!!

Parabéns aos dois pombinhos!rs

Iza disse...

Pessoas queridas, obrigada de coração pelo carinho dos comentários aqui. Alexandre, cada pessoa que entra aqui nunca invade, sempre acrescenta algo em meu coração, na minha vida e no meu aprendizado como pessoa.
Gostaria que todos acreditassem no amor pois fui uma pessoa que não acreditava e que a vida provou que é possível.
Um beijo para todos!

Dayane Pereira disse...

own *.*
é dificl hoje em dia romences duradouros, que bom que vcs são assim.
Espero que eu viva também uma história assim.
E acho que vou viver, pois meu namorado é tão perfeito *.*

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