Mães que amam demais


Eu sou uma mãe que ama demais. Mães que amam demais; amam errado. Amam sufocando. Amam não deixando viver.

Tem um bom tempo que estou tentando amar certo. Por vezes, esqueço e me pego tentando viver a vida por ela.

Marido sempre reclamou dizendo:

-Vê se para de me tratar, também, como filho. Não quero ser teu filho. Quero ser tratado como marido.

Estou tentando melhorar isso. Ser assim é ruim tanto para os que me cercam quanto para mim. Ser assim é ruim demais.

Não somos a medida de todas as coisas.

Não somos a medida de todas as coisas. Não existe batalha pior, ou melhor. 

Existem guerras que cada um de nós tem de enfrentar e não podemos nos achar parâmetro para nada. Não existe sofrimento pior, ou melhor, do que o nosso. 

Cada um tem a medida certa para enfrentar qualquer batalha. Não podemos pegar a régua do nosso sofrimento e medir o sofrimento do outro. Não somos a medida de todas as coisas. 

Todo mundo enfrenta ou já enfrentou diversas batalhas na vida. Cada batalha acontece dentro do nosso universo particular, Não somos a medida de todas as coisas. Não há sofrimento maior ou menor. 

Eu nunca gostei daquele pensamento da maioria das pessoas onde se diz: “olha ali o sofrimento de fulano”, “aquilo é sofrer mais”. Não existe sofrimento maior ou menor. As réguas para medir sofrimento são individuais. 

Nunca vamos conseguir pegar nossa régua de medir e medir o que o outro está passando. O outro pode ter recursos para suportar o que a gente não suportaria e a gente pode ter recursos para suportar o que o outro não suportaria. 

Eu fico feliz quando encontro pessoas conseguindo sorrir apesar de tudo o que podem estar passando. Tento receber com carinho toda pessoa que chega até mim. 

Nunca se sabe o que a pessoa está enfrentando. Não somos a medida de todas as coisas.

Estranhos barulhos


Ontem, a noitinha, estávamos conversando eu e a minha filha quando ouvimos um barulho muito forte de vidros quebrando.



Pensamos que fosse nos vizinhos, mas como era muito forte acreditamos que o barulho vinha da nossa cozinha. Corremos para a cozinha e estava tudo intacto.

Eu disse para a minha filha que não diríamos nada a ninguém. Que deveria ter uma explicação física para aquilo. Se disséssemos aos nossos parentes sem constatar o que realmente havia acontecido, logo viriam dizendo que era coisa de outro mundo e outras crenças e crendices que, embora eu acredite que exista; primeiro tenho que eliminar todas as hipóteses físicas.

Daí a filha lembrou que nossa cozinha e a sala ficam nos extremos da casa e que muitos barulhos que ela pensava que vinham da cozinha, na verdade, eram barulhos que começavam na sala.

Corremos para a sala.

Na sala estava uma antena interna de TV caída no chão de um lado e do outro um espelho redondo que eu havia comprado.

Eu só falei para minha filha. Ainda bem que não foi o espelho grande da sala. O grande tinha custado mais caro.

Assistindo Django

Estou querendo voltar a assistir TV. Tem mais de cinco anos que perdi o hábito. 

Em Pelotas eu assinava Via Cabo. Por aqui não existe muitas ofertas de TV por assinatura. Não existe TV por cabo. Somente por satélite. E tudo é muito caro. 
Estou vendo o que faço, pois não nem as Tvs de canal aberto funcionam direito nesta cidade. É Globo ou SBT. Uma chatice.

Para assistir a um bom filme temos que recorrer às locadoras.
Filha passa locando filmes e ontem decidi assistir junto com ela o filme Django.

Eu não sabia que no filme tinha tanta cena que ia abalar minha sensibilidade. Não gosto de olhar coisas assim. Me dá uma aflição enorme e começo a lembrar de todas as coisas que aconteceram em séculos anteriores.

Nem assisti ao filme inteiro. Fui dormir. Dormir e sonhar é sempre o melhor filme para mim.

Energias Virtuais


Quem ( como eu ) sofre de intensidade, deve escolher muito bem os caminhos a percorrer na Internet. Se não nos é possível, no mundo cotidiano, evitar os caminhos tortuosos e as energias negativas, ao menos na Internet dá para ler, tanto textos mais felizes quando imagens mais animadoras.

Existe pessoas que sabem, mesmo falando de assuntos mais sérios e ou complicados, colocar as palavras de modo que as mesmas não liberem em nós uma sensação de angústia ao término da leitura. 

Não quero dizer, com isso, que deveríamos fugir da realidade e fazer de conta que o mal não existe. Exemplos de que o mal existe já nos basta o cotidiano.

Eu acredito que, no virtual, as pessoas podem sim liberar energias que adoecem a gente. Tais energias, penetram exatamente naquelas pessoas, como eu, que sofrem de intensidade.


Já li e escrevi muita coisa de forma muito negativa, pesada. Já me contaminei com a minha energia virtual negativa e fui contaminada pela energia virtual negativa de outros tantos que lia por aí.

O leitor pode até pensar que me tornei uma pessoa positivista. Não. Sou realista. E sendo realista tenho pensando no tipo de energia virtual que pretendo liberar na Internet; bem como, no que pretendo absorver.

Na Internet é bem melhor transitar pelo lado mais feliz. O lado dos que sabem como colocar as palavras. E, como colocar as palavras, é algo que eu também tenho que aprender. Exatamente por causa desse meu lado racional e realista.

Era Apenas Um Diário

No início de dois mil e oito, ano em que decidi compartilhar o que penso sobre a vida, no universo online, era apenas um diário o que queria fazer.


E reativo esse diário por gostar demais de me auto-analisar enquanto vou escrevendo. Agrada-me a idéia de saber que no momento em que escrevo vou superando os fatos sobre os quais escrevi.

Era (e é) apenas um diário porque não sou escritora e não quero compromissos com a escrita formal. É um diário porque não sei fazer (apesar de ler muito) literatura e ou poesias. É um diário online porque não me sentiria confortável, tendo, impresso em papel, aquilo que escrevo.

E mudando de cidade eu poderia ter também escolhido outro endereço de blog para recomeçar do zero. Resolvi “arrancar” as páginas antigas deste diário e seguir blogando nele, em homenagem aos pouquíssimos e bons amigos, que conheci neste mundão virtual, quando inventei de ter blog e chamá-lo de Diário de Iza.

Estou voltando e com muito que dizer sobre o mundo (velho e novo) em que vivo.

É apenas um diário. Um diário de superações. E tudo o que eu escrever por aqui será composto de coisas que superei.