Ainda sobre religiosidades



Estou recolhendo do Facebook tudo que disse e creio não deve estar lá. 

Estou evitando manifestar-me instantaneamente. No dia em que abordei o tema religiosidades, uma amiga parece não ter compreendido o que quis dizer. Comentou contra ateus e, eu quis, explicar o que eu havia dito. 

Queria era dizer, que não era contra ateus. Comentei o que segue, em resposta. 

Há que separar os verdadeiros ateus dos falsos. Os falsos não passam de desconstruídores de crenças alheias. Os falsos ateus são aqueles que não tem uma formação sólida daquilo que acreditam e precisam desconstruir a crença do outro. 

Também não consigo suportar os falsos religiosos que pensam ter o monopólio de deus e da religiosidade. Minha crença em deus difere do deus criado pelas religiões e por isso consigo compreender os ateus e compreendo perfeitamente quando dizem não acreditar em deus.

A minha crença em Deus convive perfeitamente com a não crença deles. A ponto de eu ter mais receio dos fanáticos religiosos do que dos ateus.

Sobre salvamentos

Primeiro eles foram salvar o Afeganistão, depois foram salvar o Iraque. Estão dizendo que vão salvar a Venezuela. Eles salvam todo mundo. Eles são salvadores. O engraçado é que só salvam onde há petróleo. Não os vi salvando os países africanos, das guerrilhas e das mutilações.

Afinidades

Coisa ruim quando uma pessoa amiga, que está longe, fica triste. Se está perto, pelo menos, se pode abraçar. Estando longe não tem muito o que fazer, além de procurar palavras que consolem.

Religiosidades

Longe de mim defender ateus. Até mesmo porque não sou uma. Dia desses fiquei pensando que, muitas vezes, os religiosos no Brasil são tão fanáticos que me sinto como se estivesse entre os radicais do oriente. A expressão "aceita Jesus" difere da expressão "aceita Maomé"?