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Pai, marido, casamento...


De acordo com minhas crenças individuais, penso que, devemos fazer tudo o que pudermos pelas pessoas, enquanto ainda estão vivas. Depois da morte não creio que não adianta mais fazer homenagens.

Meu pai faleceu há trinta e cinco anos. Dele ficaram as lembranças dos bons momentos e a certeza de que fiz, nos treze anos que convivi com ele, tudo o que poderia fazer para demonstrar o quanto o amava.

Hoje tenho dois homens na vida. Meu irmão e meu marido. E pensando no dia dos pais lembrei deles.

Estava, ontem, na casa do meu irmão quando depois da meia-noite de hoje vi meus sobrinhos renovando os votos de amor pelo pai deles. Isso me emocionou muito. Ver o carinho dos três filhos do meu irmão contagiou-me bastante.

Chegava em casa perto da uma da manhã e marido ( que está num vai e vem da chácara para casa - da casa para a cidade ) estava me esperando. Nos olhos dele percebi o quanto ele precisava de apoio da família. Tinha pensado em abrir mão de meu casamento, mas, resolvi que não.

Embora eu não compreenda o modo de agir dele e da família dele, penso que não devo desmanchar tudo o que criamos até o momento em nome de coisas que não compreendo.

Então, agradeci a ele por ter sido um bom pai para nossa filha e, apesar de não gostar de falar/dialogar ter sido um bom marido para mim. Não, eu não posso abandonar um homem que recentemente perdeu o Pai. Pai que, para ele, era a maior referência de hombridade e honestidade.

Ele tem, em termos de personalidade, os mesmos aspectos do pai que faleceu. Uma grande dificuldade de expressar sentimentos, mas isso não significa que não sinta nada. Sente, mas não expressa.

Houve um diálogo com ele:

E como tu estás? - perguntei a ele. 
A gente está bem, não está? - interrogou-me. 
Sim. Tudo aparenta que sim. - respondi sorrindo. 
Então, se estou bem contigo é o que importa. - disse-me provando seu Amor. 
E o sentimento de gratidão invadiu meu coração. Gratidão por ter junto a mim um ser com alma tão nobre.

Apesar de todos os defeitos ( defeitos que também tenho ) meu marido tem a alma nobre. E pela nobreza da alma dele devo apostar mais uma vez em nosso casamento.

Feliz dia dos Pais a todos os Pais ( e ou mães que se sentem pais ). E que os filhos não deixem para dizer o quanto amam seus pais, apenas nesse dia. Que seja um dia de renovação do Amor, dos filhos para com os Pais e dos Pais para com os filhos, todos os dias.
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As coisas boas da vida

Desde quando eu decidi viver somente as coisas boas da vida, me aproximar apenas de quem me faz feliz, as coisas foram mudando para mim.
Tenho prioridades. Objetivos que antes não tinha.

Quero voltar a estudar. Fazer especialização ou mestrado. 
Viajar. Sim, quero viajar. Eu que não gostava de viagens, agora, quero conhecer lugares diferentes.
Outra prioridade  é compartilhar nesse blog as coisas boas que estou vivendo.


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Minhas prioridades

Se eu não estiver mais por aqui ( não estou doente, mas sei que todo mundo morre ) meu marido tem o direito de virar pensionista. Ele sempre disse que não queria ser pensionista e que não gostaria de receber nada do governo. 

A questão é que minha filha ainda não está com a vida estruturada e ainda depende de mim. Caso eu não esteja mais por aqui não gostaria de deixá-la desamparada. Ela foi fundamental em todos os processos de reconstrução emocional que tive. Penso que, por causa da desestrutura emocional que tive, ela teve dificuldade para lutar por sua independência financeira. 

Até falei para meu marido que se caso eu morresse antes dele, ele procurasse ajudar minha filha que por ser maior de idade não teria direito a pensão. Ele falou que não ia querer pensão. Aquele blá, blá blá de te quero viva e tal.

Só que entendo isso da brevidade da vida e quero deixá-la segura. Ela é minha prioridade. O bem mais precioso que tenho. Nunca me deu trabalho algum. Sempre me ajudou a compreender a vida de outra forma. Depende financeiramente de mim. E é natural que os pais partam antes. Tomara que a minha partida se dê somente quando ela se encontrar estável financeiramente. Estou vendo a possibilidade de contratar um seguro de vida e deixar em nome dela.

Na semana que vem vou ao meu banco ver como faço isso do seguro. Penso que isso de ter seguro de vida é importante.
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E as coisas mudam


Depois que meu sogro faleceu, de repente e sem nunca ter estado doente, muita coisa mudou na minha vida. Se, antes, eu já tinha mudado muitos aspectos da minha personalidade por conta das intempéries que tive na Cidade Grande; agora,  tudo ficou diferente. E eu nem sei se ficou diferente ou fui eu que acordei para a realidade dos fatos.

Com a morte de meu sogro eu descobri ( sozinha, porque marido nunca me falou e se nega a falar comigo sobre a família dele ) que membros da família do meu marido me odeiam. Um dos que me odeiam chegou a me ligar dizendo-me coisas que nunca em minha vida tinha ouvido de ninguém. Não estou preocupada com o fato de me odiarem; ( pois a gente sabe que pessoas nos odeiam em silêncio ) fiquei surpresa. Por mais de vinte anos de casamento sentia-me acolhida naquela família. Ia às festas e me sentia dali. Sentia-me como filha de meus sogros, de tão bem tratada que tinha sido. Ele faleceu e com o falecimento dele eu também sofri muito, pois ele era muito legal comigo. Sentia-me como irmã de todos.

Esse sentimento de pertencer à família misturado com a incapacidade de meu marido de dialogar gerou um transtorno enorme. Quando percebi (nas frases que foram ditas: "quem és tu para dizer alguma coisa", aquilo lá não é teu") todo o rancor e ódio contidos numa única pessoa somente pelo fato de fazer algo que não foi pensado por mim, mas ajudar num desejo que meu marido falou ser ele e a mãe dele que queriam assim.

Foi um choque muito grande, confesso. E eu resolvi abrir mão de meu casamento. 

Sei que não sou bem vinda, no lugar onde meu marido está, e, onde não se é bem-vindo não se deve ir. Sei da dificuldade que ele tem de vir de onde ele está. Sei que ele escolheu cuidar do lugar preferido do pai e da mãe. Que os pais e os irmãos são bens maiores para ele. Sei o quanto ele gosta da mãe e de cada irmão e por isso jamais vou exigir que ele fique comigo.

Eu tenho uma qualidade que é reconstruir-me sempre. E comecei a replanejar toda a minha vida sem ele. Me disse que está feliz assim. Que quer ficar por lá e vir para a cidade quando puder. Perguntei diversas vezes a ele se queria a separação. Me disse que não, mas demonstrou por atitudes que o que mais importa é que eu o deixe em paz, preferencialmente que siga muda e calada. Penso que marido adoraria que eu fosse uma mulher muda ou completamente submissa.

Nestes mais de vinte anos eu tentei construir uma família para mim. Isso nunca aconteceu de verdade. Meu marido é uma pessoa legal. Não sei se ele é legal porque gosto dele ou ele é legal mesmo.  Não nos separamos porque ele não quis. Também não entendo porque ele não quis separar já que não participa muito da minha vida. 

O que ele não sabe é que ( em silêncio porque ele não gosta de dialogar ) eu já abri mão de meu casamento. Estou só observando e arrumando outras coisas para fazer que possam preencher meus momentos. Que fique claro que em caso de separação faço que nem minha mãe; sigo sozinha para sempre.

E o leitor poderá pensar que é somente uma fase. Que logo marido poderá estar mais junto comigo. Que as coisas vão se resolver e tal. Não. As coisas por mais de vinte anos estavam resolvidas, só me faltava enxergar. Tipo cair a ficha e tal.

Hoje ele ficou de aparecer por aqui. Disse que não precisava. Que poderia ficar à vontade onde está. Mesmo assim disse que viria. Será bem tratado pois é uma pessoa legal e diretamente nunca me fez nenhum mal, mas eu preciso seguir minha vida sem contar com ele. Preciso preservar minha dignidade.

Não estou chorando por isso. Quero o melhor para ele. E acredito que o melhor para ele é estar longe de mim. Talvez ( por ser conservador demais ) ele não tenha coragem de me dizer. Devo me preparar para quando ele me diga isso. E assim não será surpresa para mim.
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