Das crises de: ah, eu não quero ir.

Já foi pior, gente. Muito pior. Houve uma época em que eu não queria ir a nada. Vivia de casa para o trabalho. Do trabalho para casa.

Na quarta-feira tinha me dado outra crise de: ah, eu não quero ir. Era uma festinha de encerramento na Escola Estadual. A minha Escola Estadual é, para mim, um dos melhores lugares onde trabalhei. Mesmo assim me deu a crise.

E não fui.

Depois me arrependi. 

Arrependi-me de ter deixado a crise tomar conta. De não ter confraternizado com colegas tão queridos para mim. Jurei para mim mesma que não deixaria mais, que tal coisa acontecesse. 

No outro dia teve “juntamento” na casa de uma colega da Escola Municipal. Tal colega é muito divertida. Tinha me convidado para o juntamento. Não era de convidar todo mundo. Deixei minhas crises de lado e fui. Fui com uma amiga/colega e vizinha. Estava muito divertido. 

Volta e meia, na festinha, eu pensava no quanto eu perdi de momentos bons na vida, somente por conta das crises de: ah, eu não quero ir.

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