Você está lendo o Diário de Iza.

Muito obrigada por estar aqui dando ouvidos ao que estou dizendo.


Este é um blog simples, criado por alguém que adora rabiscar na Internet. Saiba mais como funciona aqui...


Aqui você encontra:-

  • Textos simples escritos no momento em que estou pensando.
  • Reflexões e dúvidas sobre a vida, a maioria já superadas.
  • Evoluções de pensamento!)
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Eu amo ser desenho na Internet

Quando eu comecei com esse negócio de escrever em blog, essa foi uma das primeiras fotos de perfil, que usei.
Eu amo ser desenho na Internet. 
Sendo desenho, ninguém fica sabendo de que cor a gente é, que idade a gente tem. As pessoas que nos visitam, visitam por causa das ideias que a gente compartilha, e só.
Estou aproveitando o período que o João está envolvido com as caixas de abelhas que ele cria para organizar meus perfis por aqui.

Quando penso nas coisas que escrevo aqui, penso que quero ser lembrada como uma menina na janela.
Sinto-me tão bem assim. 
Não sei porque fico trocando.
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O medo que paralisa

Deixei de fazer muita coisa na vida, por causa dos medos que tinha. Eu penso que, mesmo nas situações mais corriqueiras, o medo ( em maior ou menor escala ) está sempre presente.
Uma das coisas que sempre tive medo era das relações interpessoais. Um medo paralisante de ter uma relação mais íntima com as pessoas. 

Por incrível que pareça só senti a vida como ela é, quando voltei a morar na minha cidade pequena. Antes, na cidade grande, eu criei uma espécie de "redoma de vidro" quando saia para o trabalho e não ficava sabendo de nada, nem do que pensavam de mim. Aqui, na cidade pequena, não tem como não ficar sabendo das coisas e foi aí que notei meu medo de aproximação das pessoas.

É incrível como, para muitos, é fácil se aproximar da gente com um sorriso e por trás falar mal. Por que não falam para a gente? Deve ser por causa do medo, também. O medo paralisa porque está por trás de todas as nossas ações e reações.

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Nem todo mundo gosta de aparecer em foto.

Nem todo mundo gosta de aparecer em fotos. Tem épocas que gosto e outras épocas que não gosto. Se estou fazendo pose, eu gosto. Se me pegam de surpresa, não gosto.
O pior do aparecer em fotos é quando a gente vai numa reunião qualquer: de aniversário, de trabalho ou algo semelhante e, tiram fotos da gente nas piores posições possíveis. Logo depois, descarregam a câmera no Facebook.

Comigo aconteceu duas vezes, ou seja, duas vezes que eu vi. 

Na primeira vez que vi algo semelhante eu estava numa festa. Uma conhecida tirava fotos aleatórias dos parentes dela. Eu soube que os parentes dela ficaram furiosos por terem sido expostos ( no Facebook ) de tal forma, mas ninguém falou nada para essa minha conhecida.  Talvez ela nem saiba que ninguém gostou. Eu saí nas fotos dela também. Como não tenho intimidade com ela, também não falei nada. Sei, porque contaram, que detestaram que ela despejasse as fotos ali. Daqui para a frente, se em qualquer ocasião ( que eu esteja junto) ela pegar a câmera, eu vou me cuidar. A câmera dela é uma arma.

Noutra ocasião em que despejaram fotos minhas no facebook, eu tinha ido a uma reunião. Como tenho intimidade com a pessoa que postou as fotos da reunião no facebook, simplesmente mandei mensagem pedindo para que retirasse fotos minhas que não gostei. Ela ficou de retirar.

Eu fico aqui pensando no quanto determinadas pessoas não tem noção do quanto um número considerável de pessoas que, inclusive, nem estão fazendo pose para fotos, não gostam de ter sua intimidade jogada na Internet. Elas não percebem o quanto estão sendo desagradáveis. Talvez até percebam, mas não se importam se o outro vai gostar ou não.

A foto de perfil que estou usando, significa para mim, uma negação, uma espécie de protesto com relação a fotos expostas na web. Penso que o velho álbum de fotos de familiares, perdeu a razão de ser.  Quando a gente vê, momentos íntimos das pessoas estão rolando por aí. Intimidades que interessam, apenas se temos uma relação mais íntima com as pessoas retratadas ali.

Vivemos numa época em que a maioria de nós gosta de se expor e, na maioria das vezes, por trás da telinha do computador, pessoas que a gente pensa que estão gostando de ver nossas fotos, estão rindo do jeito ( muitas vezes, ridículo ) com que fomos fotografados.
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Minutos de Sabedoria

Da série: meus momentos mais felizes
Tipo de paisagem que mais gosto de contemplar. 
Na minha escola tem uma mesinha, na sala dos professores, onde fica um livrinho. O livrinho chama Minutos de Sabedoria. Todos os dias, pela manhã, vou ler o livrinho. Dentro dele tem ensinamentos que podemos usar para refletir durante o dia. Eu adoro ler o livrinho. Dele tirei duas passagens que copiei para cá.
"Cada pessoa está num grau diferente de evolução, num degrau diverso da grande subida. Ninguém possui a verdade total, porque a Verdade Absoluta e total é Deus, o Infinito. Nenhum ser finito pode conter o infinito. Busque a Verdade para si mesmo, mas não obrigue ninguém a pensar como você, tanto quanto não gosta que os outros lhe controlem o pensamento." 
"Contribua, com sua parcela, para tornar mais belo este mundo. Um pequenino gesto, uma ação insignificante, podem melhorar muito o ambiente em que nos encontramos, elevar o entusiasmo de quem está desanimado, reanimar aquele que está desiludido. Um simples aperto de mão confiante faz renascer, por vezes, a coragem de quem estava por fraquejar. Então! Contribua com algo de seu, para tornar mais belo este mundo!"
Por conta do trabalho que faço, não tenho estado na Internet, com a frequência que eu gostaria. Volta e meia, entre uma pausa ou outra do trabalho, fico pensando nas pessoas com quem tive o prazer de interagir na vida e me fizeram bem.

A imagem acima ganhei do meu amigo Catarino. Fiquei tão feliz quando ele me deu esse presente. Obrigada Catarino.

O mundo é sim um lugar muito bom, está cheio de boas intenções e a gente, entre um desviar e outro, daquilo que nos machuca acabamos nos afastando, também, do que nos conforta.
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Namorar e ter namorado era algo muito feio.

A professora disse para a mãe que a filha dela ( da mãe ) estava namorando. 

A guriazinha não tinha nem cinco anos e o namoro, com outro coleguinha da sala, era apenas de pegar na mão do coleguinha.

Eu não sei o que se passava na cabeça da guriazinha quando disse para a professora que já tinha namorado e que o namorado era o coleguinha de aula. Não sei a ideia que a guriazinha fazia do que seria um namoro.

Só o que sei é que a professora ouviu e, entusiasmada, pensando que a mãe não ia se importar, contou para a mãe num misto de euforia e vontade de fazer graça.

Ninguém compreendeu porque a mãe reagiu daquela forma, dizendo para a professora que não queria - de forma alguma - que a filha dela namorasse ou insinuasse estar namorando naquela idade. E ponto final, disse a mãe. Que a filha era dela e ela era quem sabia a idade certa para a filha pensar em namoro.

A professora só fez se calar. Afinal não tinha acontecido nada demais. O que poderia acontecer entre crianças que ainda nem tem cinco anos?

Quando soube do acontecido fiquei pensando na minha infância. Namorar e ter namorado era algo muito feio. Tão feio que só podia acontecer - nas palavras do meu pai - quando se tivesse uns trinta anos.

Penso que atitudes como a da mãe, que ao invés de procurar saber qual o conceito de namoro, no imaginário da filha, preferiu tornar a palavra e o ato, proibido aos olhos da criança, contribui para que filhos façam cada vez mais, coisas escondidas dos pais.

Não seria melhor que conversasse com a filha para saber em que circunstâncias o namoro estava acontecendo? Na maior parte das vezes o que a criança pensa ser namoro é apenas uma manifestação de carinho mais forte pelo outro.
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